FORTALECENDO A SUA IMUNIDADE CONTRA DOENÇAS

Segue um resumo daquilo que ajuda a melhorar a imunidade, como preventivo de inúmeros problemas de saúde, que se vierem a se manifestar, podem enfraquecer o organismo, tornando-o susceptível a sintomas mais intensos e devastadores.
Em se tratando de nutrição, algumas novidades estão surgindo com enfoque na suplementação, no entanto o que já era bem conhecido dos nutricionistas a respeito de suporte à imunidade, ainda cabe e tomou maior importância para a saúde em geral.

👉 Vitamina C
A vitamina C contribui para várias funções celulares do sistema de defesa, desempenha o papel de barreira epitelial aos patógenos, aumenta a fagocitose na eliminação de micróbios e geração de espécies reativas de oxigênio, protegendo contra infecções e danos aos tecidos.
Portanto o consumo de 3 porções ao dia de frutas ricas em vitamina C, como laranja, limão, acerola, kiwi, por exemplo, podem ajudar bastante. Na dificuldade do consumo por meio dos alimentos, pode-se suplementar vitamina C, porém convém fazê-lo com orientação de nutricionista, evitando constipação por excesso, dentre outros problemas.
👉 Vitamina D
Pacientes hospitalizados por Covid-19 na Itália, observados em estudo científico da Universidade de Turim, possuíam uma prevalência muito alta de hipovitaminose D. A constatação do estudo não é algo desconhecido. Quase a totalidade dos meus pacientes, após a checagem dos seus exames de sangue em consultório, apresentam deficiência de vitamina D, em todas as faixas etárias. A carência de vitamina D, ou calcitriol, pode ser corrigida principalmente expondo-a à luz do sol, tanto quanto possível, mesmo em varandas e terraços, alimentando-se de alimentos ricos em vitamina D e, sob a suplementação da forma ativa desta vitamina, acompanhada por médico ou nutricionista.
Inúmeras evidências científicas demonstraram um papel ativo da vitamina D na modulação do sistema imunológico, a associação freqüente da hipovitaminose D com inúmeras patologias crônicas que podem reduzir a expectativa de vida em idosos , ainda mais no caso da infecção por Covid-19, um efeito da vitamina D na redução do risco de infecções respiratórias de origem viral, incluindo as causadas por coronavírus e a capacidade da vitamina D de neutralizar os danos nos pulmões causados pela hiper-inflamação.
👉 Zinco
A relação entre a deficiência de zinco e a baixa imunidade foi descoberta há cerca de 50 anos e tem sido investigada desde então. O zinco funciona como um modulador da resposta imune por meio da sua disponibilidade, que é controlada por vários transportadores e reguladores. Quando esse mecanismo é perturbado e a disponibilidade de zinco é reduzida, ocorrem alterações na sobrevivência, proliferação e diferenciação das células de diferentes órgãos e sistemas e, em particular, das células do sistema imunológico, que é o responsável pelas defesas do nosso corpo.
O zinco presente em nosso organismo possui um pool plasmático considerado pequeno (13,8-22,9 mmol/L) e uma rotação rápida, ou seja, a quantidade de zinco circulante não possui amplas reservas, pois o armazenamento desse mineral em nosso corpo não é muito grande. Sendo assim, o consumo diário de zinco é recomendado a fim de manter quantidades circulantes, capazes de suportar todas as funções para as quais esse importantíssimo nutriente é requerido.
Quando a homeostase do zinco é interrompida, a função imune fica danificada, o que leva ao comprometimento dos sistemas de defesa e ao aumento do risco de desenvolver doenças. Sendo assim, a deficiência e a suplementação de zinco é essencial de ser feita, sendo este o principal mineral de influência no sistema imunológico.
No caso do zinco, como boa parte da população é deficiente, se faz necessário aumentar os níveis sanguíneos, o que se consegue com maior eficiência por meio da suplementação. Da mesma maneira que os demais nutrientes, quando se trata de suplementação, é preciso que o nutricionista prepare uma receita para manipulação, com as quantidades adequadas a cada paciente, e o faça em conjunto com a vitamina C, de forma quelada para melhor absorção.

👉 Selênio
O selênio é um mineral com importante ação antioxidante. Uma dieta pobre, baseada em alimentos industrializados e refinados, é um dos principais motivos para a deficiência de selênio. O refinamento dos alimentos causa perda significativa de selênio.
O selênio possui efeitos sistêmicos e complexos sobre o nosso organismo, como sua ação antioxidante, anti-inflamatório, neuroprotetor e estimulador do sistema imunológico. No corpo humano, o selênio é encontrado associado à selenoproteínas com extensa distribuição e diferentes funções, como ativação de células imunológicas e participação na detoxificação do organismo. Níveis baixos de selênio sérico, bem como mutações nas selenoproteínas foram associados com maior risco para diversas doenças (câncer, doenças neurodegenerativas, doenças infecciosas, etc).
O selênio possui grande importância no sistema imunológico. Há evidências de que o selênio estimule o sistema imune, inclusive atuando sobre a proliferação e ativação de células T, aumentando a citotoxicidade mediada por linfócitos CTL (citotóxicos) e a atividade de células NK (natural killers) do nosso sistema de defesa. Os níveis séricos de selênio também interferem no prognóstico e curso de infecções bacterianas e virais. Assim, para evitar a queda dos níveis de selênio no sangue, recomendo o consumo diário de 2 a 4 castanhas do pará ao dia. Não mais que isso para evitar a selenose (excesso de selênio).
Descrevi acima, os principais compostos para a imunidade, e que têm mais evidências de deficiência, segundo a minha prática clínica e diversos estudos científicos. No entanto caberia ressaltar aqui outros que contribuem para o aumento da imunidade inata, adaptativa e resposta inflamatória. Para não ficar muito extenso, vou citá-los para quem desejar pesquisar mais a respeito. São eles a vitamina B6 e B12 (com estudos científicos envolvendo a eficácia como antagonista na replicação do vírus da COVID-19), a vitamina A e E, o folato, o cobre, o ferro e o magnésio.
Dada a quantidade de nutrientes envolvidos em uma boa resposta imunológica a vírus e bactérias, a conclusão imediata a que chegamos, é que devemos adotar uma dieta anti-inflamatória, rica em frutas, vegetais, verduras, legumes, proteínas de qualidade, alimentos não industrializados, gorduras boas, e principalmente variada no dia a dia. Uma alimentação rica e variada em nutrientes, aumenta o aporte de vitaminas e minerais, visto que são essenciais para garantia de boa saúde.
A adoção de uma alimentação com estas características, aliada à suplementação dos citados acima como comumente em déficit no organismo, fortalece o sistema imunológico, contra qualquer tipo de doença. Não devemos esquecer da importância das atividades físicas, tanto para o sistema imunológico quanto para o psicológico, não menos importante.

Espero que este conteúdo contribua com a sua saúde!

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